Dicas para quem quer abrir seu próprio negócio

Hoje vou falar sobre dicas para quem esta pensando em abrir um comércio ou abriu algum recentemente. Além da Brain (projeto do coração) também sou sócia do Clube do Carro, empresa de serviços automobilísticos, que completou dois anos de existência agora em maio, e durante essa jornada aprendi algumas dicas que vou compartilhar aqui, para ajudar quem esta na nova empreitada.

Como dito acima, desde que fundei o Clube percebi que algumas práticas adotadas, me ajudaram muito, principalmente em um ano que o funcionário de quase todos os meses foi o São Pedro (aquele que trouxe meses e mais meses consecutivos de chuva) e a crise econômica do Brasil estava on fire e por ser um serviço “supérfluo” a minha quantidade de carros lavados caiu mais de 30%. Então como todos estamos sujeitos a uma drástica mudança de cenário ou outros eventuais contra tempos, separei algumas dicas para ajudar no começo, que na minha empresa, foram e são essenciais.

1.    Saiba de tudo da era digital: por mais que você tenha um ponto físico, estar presente no mundo online é essencial e faz toda a diferença para o seu negócio – ter um site, Instagram, Facebook, Pinterest, LinkedIn, Twitter, etc – obviamente você não precisa participar de todos, mas sim daqueles mais relevantes ao seu setor. Mas saiba de tudo do mundo online, que se bem explorado, traz muitos benefícios e vendas, também, explorar esses canais para realizar transações através deles pode incrementar o seu faturamento. E o legal do mundo digital é que não precisa de muita verba para estar presente, e agências como nós da Brain, conseguimos atender vocês com uma boa qualidade de serviço (momento merchan, afinal realmente fazemos tudo com muito carinho e dedicação). Seja terceirizando ou fazendo pelas próprias mãos, apenas faça!

2.    Se diferencie, agregue serviços: estude a região, o bairro e veja como você pode se destacar, o que seus concorrentes não oferecem. Eu montei um bar no meu negócio, todo fechado, com ar, tv, escolhi a dedo o que servir, porque percebi que na região a maioria dos lava-rápidos não tinham uma área bacana para ficar enquanto o carro estava lavando e como estava vulnerável ao tempo, montei e foquei em uma estação de troca óleo, pois este serviço é inerente a chuva, apesar do volume diminuir, ele não zera com o tempo ruim. Mas o ponto chave é parar, observar, frequentar seus concorrentes para ver sob a ótica do consumidor o que esta faltando para que você possa oferecer.

3.    Esteja presente: existe aquele velho ditado “o olho do dono que engorda o gado” e sim ele não é a toa. Você como dono deve saber de tudo que acontece, atender o maior número possível de clientes, abrir e fechar o caixa, e ter o controle de tudo que se passa “dentro de casa”, esteja perto. Muitos varejistas fecham as portas porque tem a ilusão que vão abrir um negócio e trabalhar a hora que quiser ou quando quiser. Antes de abrir qualquer coisa, tenha em mente que você ter seu próprio negócio implica em trabalhar muito mais do que empregado em qualquer empresa e durante um bom tempo ganhando menos.

4.    Foque no relacionamento com seus clientes: além de ouvir sempre boas histórias e fazer novos amigos, manter um relacionamento com eles vai fazer o seu comércio ser o tradicional da região, aquele que a pessoa vai, porque toma um café com o dono e esse pergunta como que foi o dia dele e como está a família, isso acarreta um nível de fidelidade que grandes empresas varejistas não conseguem fazer, é aqui que você tem o queijo e a faca na mão para se diferenciar dos demais. Implementar programa de fidelidade e oferecer brindes também é muito bom e faz diferença, mesmo se não tiver sistema, faça cartões e ofereça aos clientes, isso gera um bom retorno e você consegue mensurar quantos clientes fiéis tem. No meu caso, tenho um que a cada dez lavagens, você ganha a décima primeira e como foco na troca óleo, ofereço uma lavagem de brinde para quem trocar o óleo no Clube.

5.    Tenha o controle financeiro de tudo: é comum que pequenos comércios não abram as portas todo automatizado – eu só vou automatizar agora o Clube -, até por questões de custo, mas isso não quer dizer que você não tem que saber T-O-D-O-S os números da sua empresa. O excel está ai para isso – despesas, faturamento, DRE. Separe uma parte do seu dia para olhar para os números e se aprofundar neles, é aqui que você vai conseguir trabalhar para otimizar sua empresa, e mesmo que você já tenha um sistema, faça essa checagem e um estudo mensal dos seus gastos vs faturamento. Vale lembrar que a maioria das empresas quebram onde? No Fluxo de Caixa, então por mais que não seja a tarefa mais agradável, aprenda a amar e faça dessa, uma tarefa da sua rotina.

6.    Equipe: um dos grandes desafios do varejo sempre foi e continua sendo a equipe que você monta, o Brasil, em geral tem dificuldade para achar mão de obra qualificada, e no varejo deparamos com uma questão salarial, também, mas sempre tente manter uma boa relação com seus funcionários, saiba o dia do aniversário deles, reconheça quando adotarem uma boa prática – esse daqui é fundamental – e aqui cabe trazer práticas de grandes empresas para aplicar no seu comércio – avaliação 360, funcionário do mês, reunião mensal para falar de novas praticas e eventuais melhorias. O que achamos que não faz diferença, no fim do dia é o que vai trazer um maior comprometimento da sua equipe. É comum ter um alto turn over no varejo, mas essas práticas, se bem aplicadas, ajudam a diminuir essa taxa, que gera custos. Aqui, também, vale ressaltar o recrutamento, não poupe esforços, utilize sites como: amarelinho, indeed, infojobs,  e sempre vá atrás de referências passadas e pesquise sobre a pessoa que planeja contratar, gastar mais tempo aqui, vai te poupar de eventuais custos futuros, acredite.

7.    Parcerias: sempre busque parcerias diversas, isso além de eventuais faturamentos extras, gera um marketing espontâneo para o seu negócio e o bom de parcerias que você pode quebrar a cabeça para fazer algumas que ajudem nos dias de menor faturamento. No Clube do Carro, eu fui atrás de parcerias com aplicativos de carros, como Uber, 99 e Cabify, pois sei que os motoristas tem que lavar o carro independente do tempo fechado ou não, então nos dias em que São Pedro gosta de brincar com a minha cara, é essa parceria que salva o meu dia que poderia ter um faturamento zerado. Aqui vale você ter desenhado na mente, o que busca com as parcerias e ir atrás das empresas, mas elas sempre valem a pena.

Essas são algumas práticas que fui aprendendo e aplicando ao longo desses dois anos, que acarretaram bons frutos para o Clube do Carro, e espero que de alguma forma eu consiga ajudar vocês. Largar um emprego para empreender, seja no varejo ou outro tipo de negócio além de arriscado – com a nossa economia – é uma montanha russa de sentimentos, mas no final quando coloco na balança mesmo com todos os poréns (ainda ganho menos que em uma empresa, trabalho 24/7 praticamente) sinto que fiz a escolha certa, o Clube do Carro e a Brain Connection estão sendo conquistas satisfatórias, que cada passo que dou o sentimento de felicidade é muito maior que qualquer promoção de cargo em uma empresa, porque realmente posso dizer que é meu e a liberdade que tenho para inovar, fazer acontecer, seguir da forma que eu acho correto, isso nenhum dinheiro compra (parece propaganda da master, rs). Espero que daqui uns anos eu faça um novo post contando o sucesso de ambas empresas, as quais coloco tudo que aprendi e venho aprendendo, meu amor e minha dedicação.

Se alguém tiver alguma dúvida, ou quiser compartilhar experiências entre em contato

Beijos

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