Americanas.com cai na “piscininha, amor”, e Burger King convida Andy Warhol para comer um Whopper; assista

Oportunidade, sabemos, vem e pode passar muito rápido. As marcas também sabem disso e estão sempre atentas para aproveitar os ensejos de ganhar um lugar de destaque no mercado. O caso mais recente aconteceu com as Americanas.com. A loja que se intitula como “a mais querida da internet”, e que informa anunciar mais de 7 milhões de ofertas, caiu na “piscina, amor” de Whadi Gama. No clipe da música, que foi lançado no último dia 14, o cantor aparece comprando uma piscina pelo aplicativo da empresa. Isso prova que a loja “não estava de boa” e sabia muito bem “onde ia parar”!

Ao Meio & Mensagem, Wilson Lannes, vice-presidente da Sony Music Brasil, gravadora com a qual o cantor ganhou contrato após o sucesso da música, explicou a ideia do product placement – o famoso marketing indireto, que insere campanhas publicitárias em conteúdo de filmes, séries e, como no caso, de clipes. “Nosso time criativo imediatamente visualizou oportunidades para que algumas marcas participassem de forma que se encaixassem perfeitamente no contexto. O principal ponto é a ação de product placement estar bem inserida no contexto da história do clipe. Tem que fazer sentido para quem assiste e ficar fluido. A interação do artista tem que ser espontânea e a exposição da marca não pode ter uma duração longa, para não ficar artificial”, falou Lannes.

A gravadora tem outros casos de product placement. A estratégia já foi usada com a Cabify nos clipes “Dona da Minha Vida”, “Solo Tu” e “Rouge Sessions”, do grupo Rouge. “As marcas estão, cada vez mais, entendendo o poder da música e o potencial de se associar a artistas e conteúdos musicais em sua estratégia. Nos últimos anos, a produção de conteúdo aumentou e, com ela, a necessidade das marcas estarem presentes, se comunicando com o público certo, na hora certa”, disse Lannes.

Vai um Whopper aí, Andy Warhol?

Comunicação com o público certo, na hora certa? O Burger King também entende disso. A rede de fast-food convidou apenas Andy Warhol, o pai da Pop Art, que morreu em 1987, para comer um hambúrguer no Super Bowl, a final da liga de futebol americano nos EUA.

O público do evento esportivo estava acostumado a comerciais barulhentos durante os intervalos, mas foi surpreendido por um vídeo silencioso que mostra o artista devorando um Whopper. E aí veio a questão: seria um ator interpretando Warhol? A resposta: não. A marca aproveitou uma produção de 1982, trecho do documentário “66 Scenes in America”, do sueco Jorgen Leth, e adicionou a hashtag #EatLikeAndy (“Coma como Andy”).

“O que amamos em Andy é o que ele representa. É um ícone da Pop Art que simboliza a democratização da arte, assim como o Whopper: para todos. Este comercial é um convite para todos comerem como Andy”, explicou Marcelo Pascoa, diretor de marketing global do Burger King.

Essa foi a primeira vez que a marca apareceu nos comerciais do Super Bowl, que tem mais de cem milhões de espectadores e que cobra 4,5 milhões de dólares por 30 segundos de propaganda.

*Com informações do Meio & Mensagem e Exame.